A Microsoft anunciou um programa de saída voluntária que afetará cerca de 60 mil funcionários, o que corresponde a 27% do total de 223 mil empregados registrados em junho. Essa estratégia visa não apenas conter custos, mas também permitir que a empresa redirecione seus investimentos para áreas emergentes, especialmente em inteligência artificial (IA). Embora a companhia ainda não tenha divulgado quantos empregados aceitarão a oferta, a medida já gera repercussão no mercado e entre os profissionais da área tecnológica.
Como funciona a saída voluntária?
O programa abrange equipes de diversas localidades, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Índia, mas o Brasil não está incluído na lista de países afetados. A elegibilidade para a saída voluntária se aplica a funcionários de nível 70 na hierarquia interna da Microsoft, o que inclui alguns vice-presidentes. Áreas como Xbox, Windows, Copilot, finanças e recursos humanos estão entre os setores que participarão da iniciativa, enquanto marketing e segurança foram deixados de fora.
Os pacotes de desligamento seguem as condições habituais, que incluem pagamentos baseados no cargo e tempo de serviço, além de manter benefícios temporariamente. Os funcionários elegíveis têm até a primeira semana de dezembro para decidir se aceitam a proposta. Amy Coleman, responsável pela área de recursos humanos, destacou que a oferta é uma forma de alinhar as equipes às necessidades de negócios da Microsoft, indicando que demissões ainda são uma possibilidade.
Quais cortes a Microsoft já anunciou?
Os cortes de pessoal na Microsoft não são uma novidade. Em janeiro de 2023, a empresa já havia anunciado a eliminação de 10 mil vagas, representando menos de 5% do total de funcionários na época. No decorrer de 2024, a divisão de jogos viu a perda de 1,9 mil postos em janeiro e mais 650 em setembro, como parte da integração com a Activision Blizzard. Em 2025, as demissões continuaram, com cerca de 6 mil funcionários desligados em maio e mais cortes ocorrendo ao longo do ano.
A situação se agravou em 2026, quando a Microsoft lançou um programa de aposentadoria voluntária para funcionários nos EUA, com cerca de 30% dos elegíveis aceitando a oferta. Em julho, a empresa anunciou cortes de 4,8 mil posições, concentrando-se em suas divisões comerciais e de jogos. A reestruturação no Xbox previa a redução de 3,2 mil posições até o final do ano fiscal de 2027.
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