Introdução
Uma nova campanha de cibercriminosos tem chamado a atenção ao usar anúncios pagos no Google para disseminar versões fraudulentas do Claude, uma ferramenta desenvolvida pela Anthropic. Este golpe não apenas engana os usuários, mas também busca roubar informações sensíveis, como senhas e dados de criptomoedas. Ao direcionar as vítimas para páginas hospedadas no domínio legítimo da Anthropic, o ataque se torna mais difícil de ser identificado, colocando em risco a segurança de muitos usuários.
A Metodologia do Golpe
Pesquisadores da Gen Digital, empresa responsável por marcas conhecidas como Norton e Avast, identificaram que os criminosos aproveitam ferramentas do Claude, especificamente os Artefatos e chats compartilhados. Essas funcionalidades permitem a publicação de conteúdo acessível a todos, o que possibilita a criação de páginas fraudulentas, confundindo ainda mais as vítimas. A estrutura das páginas contém apenas um aviso discreto informando que o conteúdo foi gerado por um usuário e não foi verificado.
No macOS, as vítimas são induzidas a executar um comando no Terminal, que instala o Atomic Stealer (AMOS), um malware projetado para o roubo de informações. O AMOS apresenta uma tela falsa de senha que se assemelha à interface de Ajustes do Sistema, capturando credenciais e coletando dados de navegadores, cookies, informações do Keychain e arquivos de backup. Além disso, o malware pode substituir aplicativos legítimos por versões adulteradas, visando roubar frases de recuperação de carteiras de criptomoedas.
Para usuários de Windows, a técnica utilizada é chamada ClickFix. A página fraudulenta orienta a vítima a pressionar Win + R e colar um comando do PowerShell, que baixa um trojan de acesso remoto hospedado no GitHub. Isso concede aos invasores controle total sobre o dispositivo, permitindo que realizem capturas de tela e busquem carteiras de criptomoedas.
Por que isso importa
Esses ataques ressaltam a vulnerabilidade dos usuários em relação a plataformas de inteligência artificial. Em julho, um anúncio no Bing também direcionou usuários a uma página fraudulenta no domínio da Anthropic. Essa sequência de fraudes destaca a necessidade de conscientização sobre os riscos associados ao uso de ferramentas digitais. A dificuldade em bloquear esses ataques se dá pelo fato de que as próprias vítimas executam os comandos, o que pode dificultar a atuação de softwares antivírus.
Em agosto, a Anthropic tomou medidas preventivas ao desconectar sessões de contas que haviam sido comprometidas. Contudo, até o momento da divulgação do relatório da Gen Digital, a empresa não se manifestou sobre a remoção das páginas fraudulentas.
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